Colectânea de pequenos takes da vida moderna situados algures nas décadas de 80 e 90. Escritos em cima do joelho num pequeno bloco de apontamentos.Qualquer semelhança com factos ou pessoas reais é uma pura e infeliz coincidência. epoque@sapo.pt
Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
Se a cor dos teus olhos ainda era a mesma

 

Escritório: 15 horas e 42 minutos
 
Das coisas que mais me chamam à atenção em ti são os teus lábios:
Muito sensuais, percebes? E os olhos! Fico completamente maluco com o teu peito...
Adorava levar-te ai para uma das casas de banho e trancar a porta, depois queria começar a mexer-te em cada milímetro do teu peito, muito suavemente por ele todo, depois queria-te desapertar a blusa, desapertar-te o soutien, queria ver se depois disso a cor dos teus olhos ainda era a mesma (silencio, sentir o teu cheiro aos poucos, silencio, sentir, ouvir o click do soutien a desapertar-se)
e depois queria mexer-te novamente nos seios e senti-los já sem roupa, tocar a pele e começar a beijá-los, muito suavemente, milímetro a milímetro, depois tocar-te nos mamilos e começar a passar a língua por eles, beijá-los, sentir a sua rugosidade nos lábios, atingir os bicos, morder levemente, ui!,  depois queria chupá-los enquanto te acariciava ao mesmo tempo os seios, depois começar a meter a mão por baixo da tua saia e... devagar, muito devagar mesmo, começar a mexer-te nas coxas e ficar por ai um bom bocado,
(é preciso ter calma, conter os gemidos, gente lá fora, autoclismo a descarregar, alguém a lavar as mãos, a sacarem tolhas de papel umas trás das outras, mais uma torneira a abrir, dois esguichos do sabão liquido, mais passos, uma porta a fechar),
é preciso conter os gemidos (silencio), fazer um esforço enquanto te mexo nas coxas e permaneço ai um bocado, até chegar ao meio das tuas pernas, queria sentir-te húmida e ver se depois disso a cor dos teus olhos ainda era a mesma?
Se fosse outra (e de certeza que era!):
Só ai então me baixava e rasgava-te as cuecas com os dentes, um buraco na frente era o suficiente, e estas a ver não é? Beijar-te de cima a baixo e enfiar lá bem dentro do teu sexo a língua e lambê-lo todo e chupar-te o clítoris como se fosse um gelado, e a acariciar-te por dentro com dois dedos e sentir a humidade a envolvê-los, depois começava a beijar-te o corpo, beijar-te de baixo para cima até chegar ao peito novamente
depois... entrar completamente por ti a dentro num único movimento, brusco e repentino, e entrar e sair... entrar e sair… entrar e sair… entrar e sair… entrar e sair…parar, permanecer, permanecer um pouco… parado… entrar mais e parar, entrar e sair… entrar e sair… entrar e sair…, fazer um movimento de rotação da cintura em forma de oito (é difícil), de modo a poder sentir-te toda, de modo a te tocar em todo o lado, de modo a não existir um único sítio do teu interior que não fosse tocado, e entrar e sair... entrar e sair, e entrar e sair de dentro de ti ate os dois já não aguentarmos mais.
Gostas-te? A cor dos teus olhos já não é definitivamente a mesma… silencio…
Aquelas facturas ainda não estão acabadas! E elas têm que seguir hoje!


publicado por epoque às 18:00
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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008
Existe algum nome para esta cena que eu vi hoje?

 

Que cena do caraças que me aconteceu hoje! Estava na Tasca onde costumo ir quando estou a fazer tempo para alguma coisa. Aquela onde gosto de jantar de vez em quando sozinho. O sitio em questão cujo nome não interessa e que vou chamar de X (original hein!) situa-se em Lisboa ali para as bandas da Praça da Figueira. Estava lá sentado com a sandes de carne assada e o penalti verde do costume quando de repente entra uma gaja. Foda-se! Mas era uma gaja que era uma autêntica fotocópia tua. É sempre uma sensação estranha ver alguém assim tão igual a outro alguém que conhecemos mas até ai tudo bem. Sabia da existência de pessoas que se assemelham fisicamente a outras e que se chamam sócias. Mas essa gaja que entrou era um caso diferente.
Eras tu só que para ai uns anos mais velha. Eras tu não com os teus 28 anos actuais mas para ai com uns 50. Ela vestia um casacão comprido que lhe passava dos joelhos e usava um gorro laranja na cabeça. Não é o teu estilo de vestir mas daqui a dez anos quem sabe se não será. Tinha umas botas de biqueira, comprou tabaco (não é a marca que tu fumas mas daqui a dez anos nunca se sabe, os gostos mudam), fumou um cigarro e bebeu uma bica ao balcão. O que era assustador nessa gaja é que tinha o rosto com os mesmíssimos traços do teu, com excepção de uma ruga a mais que posso jurar que tu também vais ter exactamente no mesmíssimo sítio. Essa gaja tinha a mesma maneira de olhar que tu tens, os olhos da mesma cor e um olhar exactamente igual, a maneira como levava a chávena à boca, o modo como segurava no cigarro e deitava fora o fumo, o cabelo sobre os ombros com a mesma cor, a mesma tonalidade, a mesma ondulação, tinha os mesmos tiques que tu tens, o tal franzir da sobrancelha, o morder o lábio inferior, os dedos finos e compridos iguais aos teus, um anel (tu nunca usas anéis eu sei, mas em dez anos muita coisa muda porra!), o sorriso de ocasião quando o empregado se desculpou por ter que lhe dar o troco em moedas miudinhas, foi um sorriso igual ao teu, a mesma covinha por baixo do queixo que tu tens e que se abre quando sorris, eras tu porra!
É claro que eu sei que não eras tu, era uma gaja assustadoramente parecida contigo daqui a dez anos, tenho que fazer aqui um parêntesis para dizer que eu ainda não tinha bebido nada, é uma cena do caraças apanhar assim um gajo desprevenido quando se está a meio de uma dentada numa sandes de carne assada, e depois a gaja baza e eu pergunto-me:
Foda-se porque é que isto foi acontecer? Nem quero saber se este encontro terá algum significado mais oculto, contentava-me apenas em saber se isto está classificado, se existe algum nome científico para esta cena que eu vi hoje? Porra! Quem me dera ter aqui o Google.


publicado por epoque às 15:32
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